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Vlad Dracul inicia sua campanha contra os otomanos. Romênia, 1448, colorizado artificialmente.

Vlad Tepes- o príncipe que inspirou o Conde Drácula

A história de hoje é sobre Vlad Dracul: o literal pau no cu do caralho príncipe romeno que serviu de inspiração para o escritor americano Bram Stroker em sua obra “Conde Drácula”.

Nossa história começa em 1431, na Transilvânia, onde o príncipe valáquio deposto Vlad II estava em exílio visando recuperar seu trono. Durante seu exílio, Vlad II teve um filho, e decidiu que se chamaria Vlad Dracul.

Quando seu pai recuperou o trono da Valáquia (pra quem não sabe, é a parte sul da Romênia), Vlad Dracul passou a receber a educação destinada a um nobre de sua época. Aprendeu como agir ao herdar o trono, como comandar tropas etc., mas sua herança sobre o trono ainda não estava garantida.

Vlad II assumiu o trono num período conturbado para a política dos balcãs. O império otomano se expandia rapidamente para dentro da Europa, e os húngaros pareciam ser os únicos capazes de enfrentá-los. Vlad preferiu permanecer neutro no conflito entre os dois países, mas foram atacados pelos húngaros após estes derrotarem os turcos, sendo novamente forçado ao exílio e levando o filho consigo.

Mais tarde Vlad II conseguiu recuperar o trono da Valáquia com a ajuda dos otomanos, mas foi forçado a deixar seus filhos na côrte do sultão para firmar a aliança entre os reinos. As relações entre a Valáquia e a Hungria novamente pioraram, e Vlad II foi assassinado, passando o trono para seu filho, Vlad Dracul.

O reinado de Vlad Dracul, agora Vlad III, foi breve, e a hostilidade húngara o forçou a abdicar e buscar exílio na Moldávia. Durante a próxima década, Vlad III teve que mudar constantemente seu local de refúgio, até que conseguiu recuperar seu trono em 1456, desta vez como vassalo dos húngaros. A fama de Vlad III se deve a esse período, em que, para assustar os invasores otomanos, o príncipe executava publicamente seus prisioneiros de forma lenta e dolorosa: fazia kebab no espeto empalava seus prisioneiros de guerra com estacas de madeira, que eram postas ao redor das estradas em direção ao seu castelo. Quando os otomanos se aproximavam, viam seus conterrâneos sofrendo em agonia em estacas enquanto esperavam a morte chegar.

Depois de 12 anos resistindo às invasões otomanas, os turcos finalmente conseguiram algum sucesso e forçaram Vlad ao exílio. O príncipe fugiu para a Hungria, onde esperou obter apoio do rei Matias Corvino, mas este o aprisionou ao invés de dar apoio. Por cerca de 2 anos, Vlad foi mantido prisioneiro dos húngaros, e passou mais 10 anos exilado. Em 1476, reuniu um exército para tentar reconquistar a Valáquia, mas foi derrotado

Sua cabeça foi enviada para Constantinopla e exposta em uma estaca, para deixar claro as turcos o recado de sua morte: o empalador estava morto, os soldados otomanos não precisavam mais se preocupar. Seu corpo foi supostamente enterrado próximo a Bucareste, mas seus ossos nunca foram encontrados.

About Lucas Mayon

Estudante de Direito em Brasília, criador da página.

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