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San Martín e O'Higgins atravessando os Andes. É muito provável que San Martín não estava a cavalo, devido a seus problemas de saúde, o mais provável é que realizou a travessia em uma mula ou em uma maca.

Travessia dos Andes

A Travessia dos Andes é considerada um dos grandes feitos bélicos da história sul-americana. Neste grande acontecimento; San Martín e O’Higgins conseguiram garantir a independência do Chile e da Argentina.

Bom, vamos ao texto.

ANTECEDENTES 

Com a Revolução de Maio de 1810, a guerra de independência da Argentina se iniciou. Com isto, aconteceram uma série de revoltas contra a coroa espanhola por toda a região, resultando declínio da influência espanhola. Porém, devido a resistência de lealistas espanhóis, o processo de independência de países da região acaba estagnando.

Em 1814, San Martín, líder do movimento revolucionário da Argentina, começa a preparar um pequeno exército- algo que conseguiu em outubro deste mesmo ano. Enquanto isto, no Chile, as tropas de D. Bernado O’Higgins foram derrotadas na Batalha de Rancagua, e os sobreviventes partiram para Mendoza, na Argentina; deixando o Chile sob o controle dos lealistas. Ao chegar em Mendonza (na época, parte da província de Cuyo), as tropas de O’Higgins decidem se unir ao exército de San Martín.

EXÉRCITO DOS ANDES

Entre 1815 e 1816, San Martín e O’Higgins focam seus esforços em formar o chamado “Ejército de los Andes” (Exercito dos Andes). O objetivo deste exército – como o nome já diz – era de atravessar a Cordilheira dos Andes e atacar os lealistas espanhóis no Chile.

Em 1816, o Vice-Reinado do Rio da Prata declarou sua independência; formando assim, as Províncias Unidas do Rio da Prata. Com isso, o novo governo platino apoiou o general San Martín em sua campanha, e o ajudou em consolidar e aprimorar o recém-formado exército.

Ainda em 1816, o governo tornou Mendonza um grande quartel e fábrica de munições, algo que mobilizou todos da cidade para colaborar com San Martín. A partir de Mendonza, San Martín partiu para El Pluremillo. Adotou então sua tática chamada “Guerra de Zapa”, que consistia em enganar o inimigo e com isto pega-los de surpresa. San Martín enviou espiões e realizou conferências com indígenas para dizer que a sua travessia seria mais ao sul, onde a facilidade era maior. Porém, San Martín e O’Higgins pretendiam atravessar mais de 500 km de cordilheiras.

AS TROPAS

O exército estava composto por 5.000 soldados e como transporte utilizaram 1.600 cavalos e mais de 10.000 mulas, que seriam utilizadas para transporte de tropas e de suprimentos. Os soldados levaram cerca de 22 canhões, 2.000 balas de canhões, 1.129 sabres e 5.000 rifles e baionetas.

Os soldados levavam cerca de 4 toneladas de charque e inúmeras cargas de biscoito/bolacha de milho e cargas de vinho.

Seus uniformes eram os ponchos: uma vestimenta da cultura gaucha bastante presente entre os soldados patriotas.

A TRAVESSIA

No dia 5 de janeiro de 1817, a travessia se iniciou.

As tropas partiram de El Plumerillo e iniciaram a travessia pelos passos de Los Patos e Uspallata, esses passos foram cruciais para o fator surpresa, já que levariam à locais desprotegidos e com pouca presença de tropas lealistas.

O plano da travessia era dividir as tropas em duas colunas e quatro destacamentos.

A principal era formada por três sub-colunas, liderada pelo próprio San Martín e O’Higgins; além de Miguel Estenilao Soler na vanguarda. Esta iria avançar pelo passo de Los Patos.

A secundaria era comandada por Juan Gegorio de Las Heras, que avançou por Uspallata.

A travessia terminou entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 1817, foi uma travessia difícil já que muitos pereceram pelo frio extremo e pela altitude, além dos problemas de saúde que atingiram, até mesmo, o próprio San Martín.

CONSEQUÊNCIAS

A travessia foi crucial para a vitória patriota, pois, além de pegar as tropas lealistas de surpresa, conseguiu tomar importantes posições estratégicas. Além disso, a travessia foi responsável pela Batalha de Chacabuco: uma das mais importantes vitórias militares da história chilena.

About Osório

Pernambucano. Editor da Historical footage Made In Brazil e Zueiras Históricas, A Zueira Contra-ataca, amante de história.

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