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O Sacro Império Romano-Germânico

Na foto: os sete eleitores confraternizando com o recém coroado Maximiliano I de Habsburgo, após a Dieta Imperial de 1508. Alemanha, colorizado artificialmente. 

 

O “Sacro” “Império” “Romano” como ousam chamar assim?, também conhecido como “império sino-paraguaio” ou “império 25 de março” foi um país formado pelas atuais Alemanha, Áustria, Suíça, República Tcheca, Países Baixos, Luxemburgo e norte da Itália menos roma, mentirosos do caralho, que existiu entre 962 D.C. até 1806.

Sua origem foi no Império Carolíngio, um país fundado em 800 D.C. por Carlos Magno, que ficou conhecido por ser mais macho que Chuck Norris espalhar o cristianismo pelo centro da Europa, sendo então coroado Imperador dos Romanos o cara nem era romano pqp após conquistar a Itália.

Como nem tudo que é bom dura para sempre, uma hora Carlos Magno morreu. Seu império foi dividido entre os seus herdeiros, e o título de Sacro Imperador Romano desapareceu por um tempo. Ninguém era apto o bastante para tal título chorem bizantinos, até que coroaram Otto I por fazer basicamente as mesmas coisas que Carlos: conquistou terras em nome do cristianismo, conquistou a Itália e era um rei além de traficar produtos tão falsos quanto o império.

Assim como todo feudo, o Sacro Império era politicamente um país confuso pra caralho. Pra começar: a administração não era unificada, e sim dividida entre as tribos. O trono não era hereditário, e sim determinado através de uma eleição, realizada inicialmente pelos líderes das tribos e mais tarde por um grupo hereditário de nobres de grande influência. Basicamente, os caras falharam até em fazer uma confederação que não fosse falsificada.

Tecnicamente, o Sacro Império Romano era um reino cheio de outros reinos, com sete desses reis (ou príncipes, pra ser mais exato) elegendo, na chamada Dieta Imperial, um imperador sempre que o anterior morresse. A função do imperador era apenas a de ficar sentado no trono fingindo que de fato é romano proteger o império.

 

Briga entre príncipes-eleitores na 44ª Dieta Imperial
Frankfurt, 1147. Foto tirada por Diego Vara.

 

Assim como em todo lugar, os eleitores foram ficando corruptos com o tempo e a dinastia dos Habsburgos foi eleita sucessivamente por mais de 200 anos. O motivo: os caras governavam em tantos países dentro do império mas que porra que se tornou uma má ideia desapontar a vontade deles.

Eventualmente, em 1618 começou uma enorme guerra “religiosa” por autonomia dentro do Império que durou 30 anos e que terminou com o acordo de Westfália: transformando aqueles países que tecnicamente não eram países dentro de um tecnicamente país mas que eram obviamente países em tecnicamente países dentro de um tecnicamente país mas que obviamente não era bem um país sistema feudal confuso do caralho.

A esse ponto, o Sacro Império Romano já não era mais um império. Mas e quanto ao “Sacro” e “Romano”? Bom… já não era mais “sacro” porque boa parte dos países ali dentro foram se tornando protestantes a partir do século XVI, e quanto ao “romano”, bem… eles nunca foram romanos de verdade, e a cidade de Roma já nem era mais controlada pelo Império.

 

Infográfico explicando como funcionava
a política dentro do Sacro Império.

Para a salvação de futuros historiadores, cientistas políticos e juristas, Napoleão começou as suas conquistas e, no século XIX, conquistou a Alemanha e pensou: “mas que merda, esse país não faz sentido”. Então acabou com o Sacro Império Romano e redesenhou o mapa da Alemanha pra parar de dar um nó na cabeça de quem o olhasse e transformou em uma confederação de gente normal.

About Lucas Mayon

Estudante de Direito em Brasília, criador da página.

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