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Os Francos – Parte 2

Na parte Anterior, vimos como Os francos se estabeleceram como povo, se unificaram sob Childerico e depois ganharam um reino de grandes proporções sob a regência de Clóvis I. Nesse artigo, explicaremos oque vem depois da morte de Clóvis.

Esse mapa mostra a extensão máxima do Reino dos Francos sob Clóvis I.

Após a morte de Clóvis em 511, seu reino foi dividido entre seus três filhos. Que prontamente se uniram para conquistar o Reino dos Burgúndios – No mapa representado pelo rosa claro-. As disputas subsequente entre os filhos de Clóvis ( sobretudo entre as esposas Chilperico e Sigberto, que não se davam muito bem) gerou grande separação interna entre o domínio dos francos e acabou por gerar três sub-reinos: O reino da Neustria, O Reino da Austrásia e o Reino da Borgonha.

Depois de duas gerações de disputas internas, Clotário II, bisneto de Clóvis I, finalmente conseguiu unificar os três reinos dos Francos por meio do Tratado de Paris, que apaziguava as disputas internas entre os nobres e reforçava a autoridade real exercida por Clotário. Após essa unificação, o reino dos Francos seguiu sob o domínios dos Merovíngios até o Século VIII D.C.

Depois de Clotário, Seu filho Dagoberto I Assumiu o reino e conseguiu com bastante sucesso reafirmar a autoridade militar e política conquistada por seu antecessor, no entanto, os sucessores de Dagoberto foram bastante falhos em manter a autoridade real e rapidamente o Reino unificado dos Francos passou a ser Controlado pelo Mordomo.

Sim, Você leu certo! Os mordomos dos últimos reis merovíngios é quem de fato controlavam o reino. Isso porque Mordomo tinha um significado bem diferente do atual. Mordomo vem de maior palatii em latim ou Maior Domus em grego, ou o Maior da casa. Tinha como função toda a administração do palácio dos reis Merovíngios e era o segundo em autoridade dentro do palácio.

O ócio e incapacidade dos últimos reis merovíngios foi tão grande que o Major Domus frequentemente assumia posições que eram responsabilidade do soberano, como até mesmo liderar as tropas em combate

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Na imagem: CAROLVS MARTELLVS – Carlos Martel em latim.

Essa decadência na Dinastia Merovíngia chegou ao seu ápice quando em, 725 Carlos Martel, o Maior Domus de então teve que organizar um exército por conta própria para defender o reino de uma enorme invasão Árabe que estava sendo conduzida pelo sul da França. Carlos Martel Conseguiu vencer os Árabes em uma batalha decisiva em Tours e acabar de vez com as ambições do Califado Islâmico.

Na imagem: Vitória de Carlos Martel sob os Árabes em Tours

Carlos Martel continuou a exercer o poder de facto sob o reino dos Francos até que seu Filho, Pepino, de acordo com a nobreza e o papado, finalmente depôs o último Rei merovíngio e Inaugurou assim, a dinastia Carolíngia ( Em homenagem ao seu pai, Carlos –Carolvs- )

Na próxima parte, falaremos sobre o reinado de pepino e a ascensão de Carlos Magno.

Na imagem: Manuscrito da Idade Moderna Retratando Carlos Martel. (Note como não tem nada à ver com a aparência real dele)

A explicação para essa disparidade eu dissertarei em um próximo artigo.

About Salomon Mebain

Fascinado por história e jogos de estratégia. Atualmente sou graduando em História e Editor da página HFMB, assim como criador de conteúdo aqui no Site.

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