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Reação de lansquenete austríaco a uma carga de mosquetes suecos durante a Batalha de Breitenfeld. Alemanha, 1631, colorizado artificialmente.

A Guerra dos Trinta Anos

 

Falaremos hoje sobre a guerra ocorrida na Alemanha, entre os anos de 1618 e 1648: a Guerra dos Trinta Anos. A guerra aconteceu graças a ganância dos príncipes alemães e do imperador do Sacro Império Romano (atual região central da Europa), suserano de todos esses príncipes. Envolveu diversas potências europeias, que por pouco não eclodiram em uma guerra mundial.

Tudo começou em 1527, com a reforma protestante. Os ideais luteranos encaixaram feito uma luva nos interesses dos príncipes do norte da Alemanha, que buscavam maior autonomia dentro do Sacro Império, enquanto que os ideais da Contrarreforma atendiam aos interesses do Imperador, que buscava maior unidade dentro do Império. O conflito de interesses chegou ao seu ápice com a revogação do imperador à Carta de Majestade, que concedia uma série de direitos aos protestantes no Reino da Boêmia (atual República Tcheca).

A revogação resultou no episódio que ficou conhecido como A Segunda Defenestração de Praga: quando os cidadãos tchecos, revoltados com a revogação de seus direitos, arremessaram pelas janelas os emissários do Imperador. A revolta resultou numa guerra entre o Reino da Boêmia e o Arquiducado da Áustria, sede do poder imperial. Com o tempo, aliados dos dois lados foram se juntando à guerra, fazendo com que ela se alastrasse por todo o Sacro Império Romano.

Os interesses de alguns países de fora do Império foram, com o tempo, coincidindo com os dos principados protestantes, chegando ao ponto de intervir diretamente na guerra. Em 1648, grandes nações como Suécia, França, Espanha, Escócia, Hungria e os Estados Papais já estavam envolvidos e brigando entre si, seja para proteger os interesses do Imperador, seja para enfraquecê-lo.

O fim da guerra dos trinta anos foi seu ponto mais marcante: foi a primeira vez em que os governantes de quase todas as grandes potências europeias se deram conta de que continuar lutando não levaria a nada, apenas estenderia a guerra; e então decidiram reunir seus representantes para que discutissem uma paz por meio diplomático: a chamada Paz de Westfália.

A Paz de Westfália foi o primeiro acordo diplomático plurilateral a acabar com uma guerra de grande escala. Estabeleceu que cada principado tinha o direito de escolher sua religião, aumentou o poder dos príncipes e solucionou questões fronteiriças. No final das contas, quem mais saiu prejudicado foi o imperador do Sacro Império, mas a paz finalmente pôde ser alcançada depois de décadas de sofrimento do povo alemão.

About Lucas Mayon

Estudante de Direito em Brasília, criador da página.

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