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Soldado uruguaio fugindo da milícia do Barão do Jacuí, durante suas retaliações às invasões uruguaias e argentinas. Brasil, 1849, colorizado artificialmente.

A Guerra do Prata parte II- O Império Contra Ataca

(Se você não leu a parte I, clique aqui)

Com o fim da Guerra dos Farrapos, o Brasil pôde fazer seus preparativos para intervir na guerra civil uruguaia. O Partido Colorado, pró-independência e democraticamente eleito, estava perdendo. Só o que lhe restava era a capital Montevidéu; e seus únicos aliados no continente eram as províncias argentinas de Entre-Rios e Corrientes, que estavam muito afastadas. Mas Montevidéu conseguia resistir ao cerco dos argentinos, pois recebia suprimentos e mercenários vindos da França e Inglaterra em seus portos.

Quando a Inglaterra e França pararam de enviar mercenários aos Colorados uruguaios, o Brasil passou a cumprir esse papel. Além disso, os embaixadores brasileiros deixavam claro aos argentinos que um bloqueio naval à capital uruguaia significaria uma declaração formal de guerra ao Brasil. Desta forma, Montevidéu continuaria recebendo suprimentos. Enquanto isso, o exército brasileiro se preparava para a intervenção direta, e o imperador autorizou que uma comitiva fosse à Alemanha para contratar mercenários e comprar novos equipamentos.

Tudo ia bem para o Brasil até que Oribe, chefe do Partido Branco, autorizou que suas tropas invadissem o território brasileiro para roubar gado, que seria utilizado para alimentar seu exército. Dezenas de fazendas no Rio Grande do Sul foram saqueadas, despertando a fúria da população local. Em resposta, o Barão do Jacuí, conhecido na região como Chico Pedro, armou uma milícia que seria responsável por invadir o Uruguai, perseguir os saqueadores e recuperar o gado roubado. Essas incursões ao Uruguai ficaram conhecidas como “as califórnias de Chico Pedro”.

Durante um ano, a população do Rio Grande do Sul enfrentou o exército de Oribe, recuperando boa parte do gado roubado e fazendo os uruguaios cagarem as calças. Até que a notícia chegou ao Rio de Janeiro, e o parlamento ordenou que Chico Pedro cessasse as invasões, pois o Brasil entraria formalmente em guerra contra os exércitos de Oribe e Rosas. Em 1851, o exército já estava preparado para a invasão, e a comitiva na Alemanha já havia concluído sua missão. Um exército de 16 mil homens, sob o comando do então Conde de Caxias, foi enviado para derrubar Oribe.

Enquanto isso, os governadores de Entre Rios e Corrientes, ao saber da intervenção brasileira, enviaram também um exército de 15mil homens, sob o comando dos generais Urquiza e Eugênio Garzon,  para dentro do Uruguai, para ajudar os brasileiros em seu avanço. Os exércitos do Brasil e das das províncias rebeldes argentinas abriram caminho pelo Uruguai, rechaçando o exército de Oribe por onde passassem, até que o exército de Urquiza e Garzon cercou os Brancos ao redor de Montevidéu.

Oribe esperava conseguir resistir, mas se rendeu ao receber a notícia de que o exército brasileiro estava pra chegar. Com a guerra no Uruguai terminada; restou ao Brasil, províncias rebeldes argentinas e os restos do exército uruguaio conter a última ameaça à paz naquela região: Juan Manuel Rosas, governador de Buenos Aires e governante de fato da Argentina.

 

(Continua aqui)

About Lucas Mayon

Estudante de Direito em Brasília, criador da página.

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