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Foto tirada de um residente em Shangai, poucos meses antes da guerra. China, 1839.

Guerra do Ópio- quando uma flor que dá um barato derrotou a China

Camaradas, a história de hoje se passa na China do século XIX quando uma droga se tornou motivo de guerra entre os chineses e britânicos. Ela começa em 1830 quando os britânicos obtiveram acesso ao porto chinês de Guangzhou, visando lucrar com a venda dos produtos de sua indústria.

Apesar dos produtos chineses importados pelos britânicos terem um valor relativamente alto no comércio europeu, os produtos britânicos despertavam pouco interesse no mercado chinês. Mas havia um produto que despertou, até demais, o interesse dos chineses, graças ao seu efeito como entorpecente.

A Índia, nessa época, estava praticamente dominada pelos britânicos (caso queira ler sobre isso, clique aqui); assim como seu comércio de especiarias. A Companhia Britânica das Índias Orientais controlava o comércio externo de produtos indianos, inclusive o do Ópio- um líquido com efeitos entorpecentes extraído dos botões da papoula.

O consumo do ópio se tornou um problema sério entre os chineses. Haviam viciados nos mais diversos setores da sociedade chinesa, e acabou fragilizando sua soberania, pois até o exército do imperador estava cheio de dependentes químicos. Além disso, a crescente dependência em relação a droga fez com que os britânicos a vendessem por preços cada vez maiores, trazendo desequilíbrio financeiro ao país.

Em 1839, o imperador proibiu as importações de Ópio, apreendendo e queimando mais de 20 mil caixas com a droga. A política violenta de combate ao ópio despertou a fúria dos ingleses e aumentou a tensão entre os dois países, que entraram em guerra no mesmo ano.

A guerra durou 3 anos, e foi um completo desastre para os chineses. Os navios de madeira movidos à vela da marinha chinesa não tinham chance contra os vapores de aço ingleses, que obtiveram superioridade naval e bombardearam Naquim e cortaram o acesso à capital. Ao fim da guerra, os chineses tiveram que ceder Hong Kong aos britânicos por 155 anos, além de serem obrigados a abrir o comércio de ópio em 5 portos, que teriam navios britânicos permanentemente ancorados.

Uma nova campanha chinesa de combate ao ópio teve lugar em 1856, só que esta foi ainda mais desastrosa. Os ingleses ocuparam parte do país por terra, e forçaram os chineses a abrir mais 11 portos para o comércio de Ópio, aceitar embaixadas estrangeiras e abrir mão da expressão “bárbaros” em documentos oficiais para se referir aos europeus.

About Lucas Mayon

Estudante de Direito em Brasília, criador da página.

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