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Entenda mais sobre os templários

A ordem dos cavaleiros templários foi fundada após a recaptura de Jerusalém em 1099, depois do fim da primeira cruzada, ocorreu uma onda de peregrinações para a cidade santa, mas mesmo com a cidade de Jerusalém sendo segura, seus arredores eram repletos de bandidos e saqueadores, que costumeiramente assassinavam e roubavam centenas de peregrinos em sua jornada até Jerusalém.

 

O cavaleiro francês Hugues de Payens pediu ao rei Baldwin II e o Patriarca de Jerusalém, Warmund, para que houvesse a criação de uma nova ordem monástica dedicada a proteger e dar auxílio os peregrinos. O rei concordou, e a nova ordem ganhou um quartel general no Monte do Templo, de onde eles ganharam o seu nome: Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, o qual é encurtado para Templários. O símbolo da ordem são dois homens cavalgando o mesmo cavalo, que deveria representar as origens humildes dos templários. No entanto, eles ganharam cada vez mais dinheiro e poder após o patrocínio de São Bernardo de Claraval, criador da Ordem Cisterciana e sobrinho de um dos fundadores da ordem templária, André de Montbard.

 

O equipamento dos templários era comum aos dos cavaleiros medievais contemporâneos. Como armadura, os templários usavam um manto de tecido acolchoado, acompanhado com uma túnica de couro e, finalmente, a cota de malha. Na cabeça, os templários usavam tanto grandes elmos quanto capacetes de chaleiras, e também elmos nasais, populares na época da primeira cruzada, além de escudos do tipo aquecedor ou pipa para se protegerem de ataques inimigos. Quando não estavam em combate, no entanto, eles se vestiam como monges comuns, usando um hábito branco, simbolizando a pureza. Uma característica distinta dos templários é que eles sempre utilizavam o cabelo na altura de suas orelhas, o que seria um comprimento curto na idade média, e sempre tinham suas barbas grandes, mas bem aparadas.

 

 

 

Como armas, os templários usavam uma lança, que era descartada após a carga de cavalaria inicial, e uma espada larga como arma principal. Como armas secundárias, os templários usavam adagas, maças e até mesmo porretes. Os templários empregavam táticas de choque, já que, por serem cavaleiros, suas táticas ficavam centradas no uso da cavalaria como força de combate. Nesse sentido, eles não eram em nada diferentes dos cavaleiros medievais comuns. Ainda assim, os templários não lutavam exclusivamente como cavalaria. Na defesa contra cercos, eles empunhavam armas de ataque à distância, mas não a besta, que era popular na época, e sim o arco composto. O motivo por trás da escolha do arco composto é, provavelmente, porque as bestas dificilmente chegavam da Europa até o Oriente Médio, fazendo com que eles utilizassem com maior frequência as armas que eram de mais fácil acesso, restando o arco e flecha.

 

Os templários participaram de várias batalhas, principalmente durante as cruzadas. Na grande lista de batalhas as quais eles lutaram, entram o Cerco de Ascalon, em 1153; a Batalha de Hattin, em 1187; o Cerco de Acre, entre 1190 e 1191; e a batalha de Arsuf, em 1191. Apesar da sua atuação crucial em diversas dessas batalhas nas Cruzadas, os templários não atuaram somente no Oriente Médio. Os templários lutaram contra os mongóis na Polônia durante a batalha de Legnica, em 1241. Além disso, os templários também lutaram contra os muçulmanos em diversas escaramuças na Península Ibérica, como parte integral da Reconquista. Uma batalha nesse período a qual eles se destacaram foi a Batalha de Las Navas de Tolosa, em 1212.

 

O destaque dos templários não se restringiu somente ao meio militar, mas também no meio administrativo. A Ordem Templária era conhecida por ter criado um sistema similar ao sistema bancário. A partir de então, eles se tornaram cada vez menos guerreiros e cada vez mais administradores econômcios. Devido às suas tarefas de administração para os mais diversos nobres ao redor da Europa, as denúncias de usura direcionadas contra os templários dificilmente surtiam efeito ou se tornavam ameaças. Isso porque, com essa tarefa econômica, os templários acumularam uma grande dose de poder e influência na Europa, sendo uma força política a se considerar.

 

 

 

 

A queda da Ordem dos Templários veio após o rei Felipe IV, em 1307, se basear em acusações falsas para se livrar de um débito que o mesmo tinha com os cavaleiros templários criado durante suas guerras contra a Inglaterra. No entanto, Felipe IV possuía outros motivos para desconfiar dos templários, já que eles estavam se baseando em Languedoc e estavam ansiosos para terem seu próprio reino independente, aos moldes dos teutônicos e dos hospitalários. Felipe IV, dessa forma, temia que os templários se tornassem independentes dentro de seu próprio reino. Enquanto o rei investigava as acusações a mando do papa Clemente V, ele se baseou nestas acusações para ajudar a condenar os cavaleiros templários por heresia. Os templários confessaram seus crimes, mas apenas sob tortura.

 

O papa ordenou a todos os reis da Europa que prendessem os cavaleiros templários e que expropriassem todos os seus pertences. Alguns templários tentaram se defender na corte e o papa ordenou uma segunda investigação, mas Felipe IV impediu essa tentativa, usando as confissões anteriores como base e condenando dúzias de cavaleiros a fogueira. Com o rei da França pressionando o papa para que debandasse a ordem sob ameaças de intervenção militar, o papa optou por conceder aos pedidos de Felipe IV, devido ao escândalo que isso tinha causado.

 

O último grão-mestre Jacques DeMolay, também foi queimado. Após a morte de Felipe IV e do papa Clemente V, houveram outras investigações, sem nenhum condenado. Os templários que sobreviveram ao fim da ordem foram assimilados pelos cavaleiros hospitalários, da mesma forma como o que restou da ordem dos templários acabou se fundindo com a ordem dos hospitalários. Em outros reinos,principalmente na Península Ibérica,os templários conseguiram proteção real e se transformaram em ordens independentes,como foi o caso da Ordem de Montesa em Aragão e da Ordem dos Cavaleiros de Cristo em Portugal.

 

 

 

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