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Frederico III da Áustria, calculista, gênio de mal e super poderoso

A E I O U – Quando a Áustria dominou o mundo

No século XVI, no primeiro século após a queda de constantinopla um novo mundo havia surgido. Tanto nas américas como no velho mundo, a nova ordem politico-geográfica se estabelecia e dava lugar as grandes navegações e a futura e inevitável globalização do mundo.

O século XVI  também observou a proeminência de uma família nobre de origem antiga no interior dos cantões da suábia e da suíça, eram os Habsburgos. Eles haviam assumido o trono imperial já no início do século interior, no entanto, sua projeção de poder se elevou grandemente devido a união da coroa austríaca com a do império espanhol, suas possessões na Itália, novo mundo, assim como também a herança da Borgonha e dos Países baixos. Todos esses domínios estavam sob apenas um protetor, seu nome era Carlos V o austríaco ou Carlos I da Espanha. Ironicamente, o imperador não era nem Alemão ou  Espanhol, pois o mesmo nasceu na atual bélgica, inclusive sendo com frequência acusado de ser um súdito francês.

No entanto, nem sempre a dinastia dos Habsburgo foi a família mais poderosa de sua época.

Há muito tempo que o trono imperial era controlados por três grandes família no reino: os Hohenstaufen, os Wittelsbach e os Luxemburgo. Essas três dinastias controlavam diversos principados, marcas e outros territórios dentro e fora do sacro-império. Em meio a todas as disputas pelo trono imperial, os habsburgo podem ser vistos como uma família emergente, pouco prestigiada. Conseguir o trono e segurar sua sucessão foi um grande desafio, mas que logo lhes rendeu suculentos frutos.

Na segunda metade do século XV, duas outras dinastias ameaçavam o balanço de poder da Europa, os plantagenetas na inglaterra e França e os Jagiellonianos na Polônia. Os Plantagenetas estavam ganhando a guerra dos 100 anos e eram uma das famílias mais ricas da história. Enquanto isso os jagiellonianos eram a dinastia que controlava os tronos da Boêmia, Polônia, Lituânia, Hungria, até alguns principados na Alemanha.

Frederico III Habsburgo foi o primeiro imperador de sua dinastia, eleito em 1452, tendo um reinado longo e próspero. Frederico não fora ousado e nem era brilhante comandante militar então acabou perdendo duas guerras consecutivas contra a Hungria. No entanto, como tinha membros de sua linhagem controlando as coroas vizinhas da boêmia e Hungria, acabou herdando elas graças a sua longevidade.

Ainda que suas políticas na marca oriental tenham sido pouco eficazes, conseguiu casar sua filha com o duque da borgonha, assegurando assim, herança segura dos seus domínios para a dinastia dos Habsburgos. Quando o duque da Borgonha morreu, os Habsburgos passaram a controlar alguns dos territórios mais prósperos da Europa e com isso podiam consolidar tanto dentro do sacro-império como fora dele.

Frederico III morreu tranquilamente 1493 deixando um império em ascensão e sua mística sigla A E I O U, uma assinatura capaz de significar inúmeras composições diferentes, no entanto, a mais usada é esta:

Austriae est imperare orbi universo

É destino da Áustria de governar sobre todo o mundo

Ilustração dos registros de Frederico III

About Salomon Mebain

Fascinado por história e jogos de estratégia. Atualmente sou graduando em História e Editor da página HFMB, assim como criador de conteúdo aqui no Site.

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