Home / EXPLORED HISTORY / Batalha de Diu

Batalha de Diu

A Batalha de Diu ocorreu em 3 de fevereiro de 1509, onde a frota portuguesa, liderada por D. Francisco de Almeida, derrotou uma grande frota formada por navios de seis países.

Esta batalha é considerada uma das mais importantes da história portuguesa, o motivo? Iremos ver hoje.

ANTECEDENTES

Em 1505, D. Francisco de Almeida se tornou o primeiro vice-rei da Índia Portuguesa, este governo colonial foi formado após a expedição de Vasco da Gama, onde, o mesmo descobriu o caminho marítimo para a Índia, com isto, o governo colonial da Índia Portuguesa foi formado para assegurar o controle português no índico. Este estabelecimento português foi bastante lucrativo para alguns povos da Índia, por outro lado, desagradou outros.

 

A BATALHA DE CHAUL

Em 1508, D. Francisco enviou uma frota comandada por seu filho, D. Lourenço de Almeida, para proteger alguns navios que se localizavam entre Cochin e Chaul, D. Lourenço, então, preparou seus navios e foi para tal localização e pelo caminho aproveitou para saquear alguns portos.

D. Lourenço foi avisado que uma armada por soldados egípcios e turcos – conhecidos como Rumes -, que estavam servindo a Calecut e Cambaia, se encontrava em Diu e que pretendiam expulsar os portugueses.

D. Lourenço ao chegar em Diu avistou uma frota, a qual pensou ser a frota de Afonso de Albuquerque, que era a frota que pretendia se unir, porém, a armada inimiga atraiu D. Lourenço para uma armadilha, com isto, a Batalha de Chaul se iniciou. D. Lourenço perdeu e foi morto em batalha.

Após receber a notícia da morte de seu filho, D. Francisco, se lamentando e se culpando pela morte de Lourenço, já que considerava que levou seu filho para a morte, preparou uma frota e partiu para Diu, com o objetivo de vingar a morte de seu filho.

A BATALHA

Ao saber que o confronto era inevitável, D. Francisco envia uma carta para o inimigo, que dizia:

“Eu o visorei digo a ti honrado Meliqueaz, capitão de Diu, e te faço saber que vou com meus cavaleiros a essa tua cidade, lançar a gente que se aí acolheram, depois que em Chaul pelejaram com minha gente, e mataram um homem que se chamava meu filho; e venho com esperança em Deus do Céu tomar deles vingança e de quem os ajudar; e se a eles não achar não me fugirá essa tua cidade, que me tudo pagará, e tu, pela boa ajuda que foste fazer a Chaul; o que tudo te faço saber porque estejas bem apercebido para quando eu chegar, que vou de caminho, e fico nesta ilha de Bombaim, como te dirá este que te esta carta leva.”

Em 3 de fevereiro de 1509, D. Francisco de Almeida, com uma frota composta por 18 navios, 1.500 soldados portugueses e 400 malabares de Cochim e Cananor, encontraram uma armada composta por navios do Mameluco do Cairo, do Sultão Otomano, do Samorim de Calecute, do Sultão de Guzarate, da República de Veneza e da República de Ragusa, estes dois últimos, eram europeus que foram prejudicados pela nova rota à Índia que Portugal dominava.

A armada inimiga era comandada por Mirocem, almirante mameluco, Meliaqueaz, almirante de Guzarate (sendo estes, os comandantes Rumes na Batalha de Chaul), pelo próprio Samorim de Calecute e por Salman, o almirante dos otomanos. A armada que lutava contra os portugeses era formada por 12 veleiros e cerca de 80 galés.

Imagem do navio Frol de la Mar, nau capitânia da armada portuguesa na Batalha de Diu e um dos mais valiosos navios da história portuguesa.

Por volta das 11:00 horas da manhã, o navio Frol de la mar, nau capitânia da frota portuguesa, deu um tiro sinalizando o início da batalha, os portugueses começaram bombardeando o porto de Diu, seguindo para o combate corpo a corpo no mesmo porto.

Os navios portugueses tinham canhões melhores do que os de seus inimigos, algo que foi claramente favoravel aos portugueses, a infantaria naval portuguesa também era superior a de seus inimigos, além de estar equipado com arcabuzes e armaduras, eram marinheiros experientes.

Os portugueses acabam vencendo em Diu, algo que foi crucial para a história portuguesa, pois, além de garantir o monopólio português no comércio na Índia até 1612, que teve um impacto semelhante a Batalha de Lepanto no Mediterrâneo, esta batalha mostrou que os portugueses não iriam entregar seus domínios para indianos, árabes ou europeus.

About Osório

Pernambucano. Editor da Historical footage Made In Brazil e Zueiras Históricas, A Zueira Contra-ataca, amante de história.

Check Also

Um mundo romano continuado por bárbaros

A queda do império romano em 476 d.c marca historicamente o fim da idade antiga …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *