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5 armas mais estranhas já feitas

Cada povo procura se defender da melhor maneira possível, e muitas vezes para isso recorre ao uso de armas nada convencionais. E hoje falaremos um pouco sobre algumas dessas armas, o conceito por trás delas e o contexto que levou ao seu surgimento.

5- Revólver pimenteiro:

Até a segunda metade do século XIX, a maioria esmagadora das armas de fogo tinham pouca ou nenhuma precisão, e demoravam muito para que pudessem ser carregadas. Isso se deve principalmente a dois fatores: o primeiro era a forma como se recarregava uma arma- a pólvora era introduzida pela boca do cano, seguida da bala e uma vara para pressionar os dois no seu lugar. Esse era um processo lento, que exigia paciência do atirador.

O segundo fator para a baixa eficiência das armas de fogo na época era a forma do interior do cano das armas: o cano era liso, e praticamente não oferecia resistência na trajetória da bala. Isso fazia com que a bala fosse praticamente “cuspida” para fora do cano, sem nenhuma estabilidade. Isso limitava tanto o alcance quanto a precisão do projétil.

E visando contornar esse problema, muitos engenheiros do século XIX puseram em prática diversos projetos para acelerar a recarga das pistolas ou reduzir a chance do tiro ser perdido. E a aposta da maioria dos engenheiros americanos foi no pimenteiro: uma pistola com múltiplos canos, permitindo com que o único tempo necessário para o novo disparo fosse o tempo necessário para girar o cano.

Os revólveres pimenteiros foram muito utilizados até 1836, quando o primeiro revólver (aos moldes dos que conhecemos hoje) foi desenhado pelo engenheiro Samuel Colt.

2- Katar indiano:

O (ou a) katar era uma lâmina utilizada por mercenários e nobres indianos, conhecida por permitir golpes rápidos e fatais. Lembrava uma adaga, mas com o cabo perpendicular à lâmina, e não paralelo como nas armas brancas comuns.

Portar um/uma katar era um símbolo de status na índia medieval e moderna, e muitas vezes a arma era cravejada com pedras preciosas.

 

3- Boleadeira:

Uma arma brasileira não poderia ficar de fora dessa lista. Tratava-se de um laço preso a duas ou três bolas que poderiam ser de metal ou de pedra. Ela surgiu no pampa gaúcho como uma ferramenta de caça, mas com o tempo se tornou uma arma excelente no combate à cavalaria. Uma boleadeira arremessada nas patas de um cavalo poderia facilmente derrubar o animal no chão, e se acertasse a cabeça do cavaleiro, a pancada poderia ser fatal.

Foram amplamente utilizadas não apenas pela população gaúcha- tanto do Rio Grande, quanto do Uruguai e Argentina- como também foram utilizadas pelos seus respectivos exércitos durante o século XIX por ser uma excelente arma de médio alcance.

2- Foguete de Maiçor

Os foguetes de Maiçor (um dos reinos da Índia moderna) foram uma das armas mais amplamente utilizadas contra os britânicos durante suas guerras de conquista no subcontinente indiano.

O conceito por trás dos foguetes de Maiçor era muito simples: ele funcionava feito um enorme rojão, com uma espada ou uma lança amarrada na ponta. Apesar de não ser tão preciso e potente quanto uma granada disparada por um canhão, esses foguetes eram leves e fáceis de usar, permitindo com que as unidades de artilharia equipadas com essa arma tivessem muito mais mobilidade do que uma equipada com canhões.

 

1- O Blindado Tsar

Esse blindado desenvolvido pelo exército russo durante a primeira guerra mundial definitivamente merece estar nessa lista.

Ao contrário dos blindados convencionais da época, o Tsar não se locomovia com duas grandes lagartas, e sim com duas grandes rodas dianteiras e uma pequena lagarta na parte de trás. Esse novo conceito permitia ao blindado ultrapassar grandes obstáculos e atingir velocidades consideradas impressionantes para seu tempo.

Mas ele trouxe também dois grandes problemas: o primeiro era seu preço, muito acima do preço comum de um blindado de seu tempo. O segundo já era um problema na própria física do veículo- todo o peso do blindado ficava concentrado na pequena esteira traseira. Consequentemente, ela afundava sempre que o tanque precisava atravessar algum terreno lamacento ou pantanoso, e as rodas da frente não davam conta de tirar a esteira de lá.

About Lucas Mayon

Estudante de Direito em Brasília, criador da página.

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One comment

  1. Alexandre Ribeiro

    Muito bacana o artigo, Mayon! Escrevi sobre o Tsar e mais uns tanques bizarros em meu antigo blog. Se tiver um tempo, vale a leitura 😉 http://zgno.blogspot.com.br/2015/10/zoeira-na-historia-os-tanques-mais.html

    Abrax!

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